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Qual água você oferece para seus cães e gatos?

Felizmente os donos de pets estão cada vez mais atentos à saúde do animal. Atualmente, existe uma grande preocupação sobre a qualidade dos alimentos, rações, cuidados com o pelo, dentes, quantidade de água que ele deve tomar durante o dia, entre outros fatores.

Com a chegada do tempo seco, a água toma maior relevância. Além da quantidade, é importante saber sobre qual é recomendada: água de torneira, filtrada ou mineral?

Segundo a veterinária Flávia Engles, proprietária da Riviera dos Cães, mesmo que o controle de qualidade da água seja requisito obrigatório aos órgãos de distribuição, a água de torneira não é apropriada para o consumo dos Pets. “Isso porque no percurso até a residência, a água está sujeita a sofrer várias contaminações, desde as unidades de tratamento, tubulações, até as caixas d’agua”.

 

Dentre os principais contaminantes estão os microrganismos, mais precisamente as bactérias, vírus e protozoários. “Mesmo com a adição do cloro e flúor, alguns protozoários permanecem vivos, como é o caso da Giardia Lamblia, afetando cães, gatos e humanos, e causando diarreias, má absorção dos nutrientes, cólicas e emagrecimento crônico”, ressalta a veterinária.

No caso da água filtrada, existe uma enorme variedade e tipos de filtros, sendo que a maioria deles, além de filtrar sujidades, livram a água de alguns microrganismos. O filtro realiza a retirada dos excessos de algumas substancias presentes na água de torneira e filtra bactérias e protozoários, garantindo melhor qualidade. Vale ressaltar a necessidade de higienizar com frequência a caixa d’agua da residência, pois a ausência desta higienização influencia diretamente na quantidade de bactérias e sujidades que o filtro, por sua vez, terá dificuldade de eliminar.

Como muitas pessoas, assim como eu, moram em prédio e não podem garantir a limpeza da caixa d’água, a alternativa menos pior, parece ser a água mineral mesmo. Mas não pense que é a melhor das alternativas.

 

Por maior que seja a garantia de qualidade em comparação com a água de torneira, a lei brasileira não proíbe o engarrafamento de águas provenientes de fontes artificiais e muitas podem vir de fontes contaminadas por substâncias tóxicas ou microrganismos.

Isso sem falar que a maioria vem acondicionada em recipientes plásticos. Assim, a água pode ser contaminada com substâncias tóxicas liberadas pelas próprias embalagens, como o ftalato, composto associado a várias doenças como câncer e distúrbios endócrinos. Essas substâncias químicas – utilizadas para tornar os plásticos maleáveis, e que são encontradas em cosméticos, cortinas de chuveiro e até brinquedos de bebês – estão sob investigação cada vez mais minuciosa em diversos países.

 

Especialistas aconselham a não armazenar água na garagem, sob o sol, perto de fumaça de gasolina, pesticidas e outros produtos químicos que poderiam, no mínimo, afetar o cheiro e o gosto da água.

“O mesmo cuidado vale para a loja onde o consumidor costuma comprar o galão ou a garrafa. Não compre em postos de gasolina, onde as embalagens ficam expostas a combustíveis, ou armazenadas em locais pouco limpos”, aconselha o professor Delmo Vaitsman, coordenador do Laboratório de Desenvolvimento Analítico do Instituto de Química da UFRJ.

A exposição ao sol altera o equilíbrio químico, especialmente se for uma água mineral da fonte. Isso não tem a ver com a garrafa, mas com os componentes que já estavam na água quando ela foi recolhida. Segundo Delmo, a exposição ao sol também é o motivo pelo qual, por exemplo, há formação de limo em alguns bebedouros.

Você sabe como cães e gatos bebem água? Saiba como escolher o melhor pote de água para ele.

 

http://emais.estadao.com.br/

 

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