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Estilista dá dicas das melhores modelagens e cores

A estilista Carol Hungria, com mais de mil noivas em seu currículo mostra algumas modelagens de vestidos que combinam com cada casamento e refletem o estilo e a personalidade da noiva. A noiva precisa conhecer o seu tipo de corpo e experimentar diversos modelos. “Além de pesquisar bastante, ela não deve esquecer de se divertir, o casamento é um momento prazeroso, mágico e essa é uma etapa que não merece estresse”, comenta Carol.

Casamento civil

Para os casamentos civis, quando a noiva vai ao cartório e depois faz algo mais íntimo em casa, ou só um jantar, um vestido curto é o mais ideal. A ocasião não pede tanto suntuosidade, e sim algo mais prático, que dê conforto, e que a deixe mais parecida com os convidados e com quem está em volta dela. Certamente as convidadas vão optar por um com um vestido curto ou uma pantalona. Apesar de curto, esse vestido não precisa ser tão simples. Dá para ser renda, com uma manga comprida, dá para ter uma saia mais abertinha toda de tule. O casamento civil ele permite que a noiva brinque um pouco mais, e elas se sentem seguras de fazer algo mais diferente sem errar tanto. O sapato pode ser colorido, não precisa ser branco ou off, cai bem um prata ou nude para dar uma quebrada nesse visual. Em relação a cor do vestido, vale o branco, o nude, o off, o marfim. Eu não fugiria muito disso para não perder a cara de noiva”.

Casamento igreja e festa black tie

Esse estilo pede brilho no vestido, porque várias convidadas vão estar super brilhosas, e se a noiva não chegar lá brilhando ela pode ficar menos. Pode ser usado um vestido um pouco mais rodado, mas para as noivas que não se sentem bem, não precisa ser um modelo princesa, ou muito gigante, mas talvez uma saia em evasê com um volume bonito que mostre uma “presença”, para que quando ela entrar ela se sinta importante. Caso a noiva prefira um semi sereia ou algo mais ajustado pode pensar em algum recurso para valorizá-lo, como uma renda mais bordada ainda, ou uma sobre cauda removível, ou até uma saia removível para ela casar na igreja com uma saia mais aberta e depois ficar na festa com seu modelo semi sereia. Para esse tipo de evento usar uma manga, porque ela dá uma classe no vestido e valoriza ainda mais a estampa da renda na pele. “Continuo gostando da ideia de ter algum decote na frente ou nas costas, mas acho que a igreja pede uma coisa um pouquinho mais composta, então não faria nada absolutamente decotado nem na frente nem atrás, “ explica a estilista. Para a entrada, as noivas podem optar por uma mantilha, que é um véu trabalhado com uma renda igual ou próxima à do vestido, ou uma renda que faça uma composição bonita. Dá para fazer um barrado em volta do tule, ou um medalhão mais no meio. No cabelo, um penteado mais preso, porque fica mais arrumado e elegante. Também vai bem uma tiara ou uma coroa com brilho, ou algum acessório bem trabalhado. Tem que ter uma cauda bem bonita. Para a noiva ficar mais confortável na festa, fazemos um embutimento que recolhe esse comprimento extra, mas na entrada é fundamental que ela apareça. Os tipos de renda para esse casamento são as mais encorpadas, que aparecem mais e valorizam muito o vestido. Em relação aos tecidos, os mais bonitos para esses modelos são os mais encorpados, como o cetim duchese, a zibeline, o tafetá e o gazar. Vale todas as cores, mas eu aconselho uma linha um pouquinho mais clássica, e preferencialmente o branco ou o off, que deixam a roupa mais tradicional.

Casamento na praia

A noiva pode optar por um modelo bem fluido e esvoaçante feito de um tecido mais molinho, como a mousseline de seda ou o crepe de seda. Para o dia, a renda também faz um efeito bem bonito, principalmente se for uma com aspecto um pouquinho mais rústico, como a guipure, ou até um tule bordado. A festa de dia pede um investimento na renda, ou em um tecido maravilhoso, mas o vestido não precisa brilhar. Se mesmo assim a noiva fizer questão do bordado, o indicado é salpicar algumas pérolas para dar uma iluminada, sem deixar o vestido tão brilhoso assim. As noivas adoram ter cauda para enriquecer o vestido. O dia também combina muito com um decote bem bonito nas costas e até mesmo na frente. “A ideia de uma manga eu já não gosto tanto, não combina. No máximo podemos usar alguns fios de pérola caindo pelo braço, ou uma manga curtinha tipo casquinha, mas nada de 3/4 ou comprida”, comenta Carol. Para a festa na praia no fim da tarde a leitura é bem diferente, porque ela continua a noite. A noiva pode usar um pouco mais de brilho, para quando for escurecendo e as luzes baterem no vestido, ela ficar iluminada. Para essas situações é bacana misturar cristal e pérola no bordado, porque enquanto ainda é dia a pérola dá uma textura maravilhosa e o cristal não aparece tanto assim, e à noite a pérola continua com o mesmo efeito e o cristal super aparece. Sobre o véu, tanto de dia quanto de tarde dá para usar um véu mais liso de tule francês ou uma mantilha bem delicada com o comprimento passando pelo menos um pouquinho da cauda. No cabelo pode ser usado flores de tecido ou naturais, ou um broche lateral. O sapato, seja qual for o horário, deve ter um salto mais grosso para ficar mais confortável para a esteira ou a areia. Em termos de cor, o nude e off são os que casam melhor com todo esse contexto.

Casamento no campo

São ocasiões mais despojadas, que pedem um vestido mais fluido, em um tecido mais esvoaçante. A indicação é não fazer nada com muito volume, no máximo uma anágua média na saia. Cabe também um vestido mais semi sereia, ou um fluido com saia mais evasê. O contexto pede um visual mais rústico, talvez com um bordado de pérolas mais leve (leve, porque pérola entra muito bem na praia, mas no campo ela já não tem tanto sentido assim). Dá para ter algum bordado mas sem carregar. “Gosto da ideia de uma renda mais delicada ou que vá para o rústico. Se a noiva quiser, dá para usar manga longa porque geralmente no campo é um pouco mais frio. Sugiro também um decote bem bonito nas costas ou na frente, porque eles fazem uma composição bacana para esse visual de campo”, complementa a estilista Carol Hungria. O sapato deve ter um salto mais grosso para ajudar no gramado ou no que a noiva tiver que andar. Todas as cores, são permitidas, desde o branco ou off, nude e marfim.

Casamento em casa

Nesse caso a noiva tem que estar com um modelo mais sequinho, com um caimento leve, em tecidos como o crepe, a mousseline, o cetim chanel ou algum outro que tenha um caimento gostoso e que fique um pouco mais próximo ao corpo da noiva. Não precisa ser grudado, ou sereia, ou algo muito justo, um modelo mais reto, sem volume. Dá para fazer um drapeado, talvez um detalhe em renda, ou só uma faixa bordada. “Acho que o vestido pode ter um detalhe, um ponto que seja o foco. Não faria cauda, porque uma reunião em casa não pede, mesmo que tenha uma entrada. Se houver, sugiro um buquê mais minimalista”, comenta Carol. No cabelo pode usar algo um pouco mais despojado, mais natural. Talvez um meio preso com broche, ou umas flores naturais. Vale todas as cores, mas dando preferência para o nude ou off white.

Mais sobre Carol Hungria:

Nove anos se passaram desde que Carol Hungria (selo indispensável entre os principais eventos cariocas) fundou seu atelier, situado no charmoso bairro Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. A carreira de estilista, no entanto, começou anos antes, quando Carol desenhava modelos exclusivos para um seleto grupo de clientes da Maria Bonita, que lhe apurou os instintos para a confecção de laboriosas peças sob medida. Em seu currículo, estão nomes como Ana Paula Arósio na novela Páginas da Vida, que usou um dos modelos de noivas mais copiados da televisão, isso antes mesmo de fundar de Carol fundar primeiro endereço, em 2007. De lá para cá foram mais de mil noivas com vestidos exclusivos assinados pela estilista, que está sempre em busca de novos materiais nas principais fábricas francesas e italianas, e propõe às suas clientes diferentes combinações entre eles, rendendo peças únicas.

O diferencial de seu trabalho, que lhe garantiu o posto de principal representante da nova geração de estilistas de noivas, é oferecer um serviço extremamente personalizado com atendimento impecável, e o crivo exigente e perfeccionista sobre cada uma das criações que levam seu nome. Hoje, já são 50 em sua equipe, que tem sede no Rio de Janeiro (e um andar inteiro dedicado a trabalhos manuais). Além disso, Carol tem o carisma indispensável pelas consumidoras desse mercado. Prova disso é o sucesso de venda de seu livro, o Guia Atemporal das Noivas com Estilo, que em um ano já quase se esgotou das prateleiras das principais livrarias do país. O manual, considerado a bíblia das noivas, foi escrito com dicas preciosas que auxiliam na tomada de decisão de diferentes assuntos que envolvem o look do grande dia, da modelagem do vestido até qual tom eleger para as madrinhas.

Para atender também um outro nicho de mercado, de clientes mais práticas ou com pouco tempo para confeccionar um modelo exclusivo, Carol lançou há dois anos a CH Blue, sua segunda linha que carrega toda maestria de design e execução pela qual o atelier já era consagrado quando atendia somente clientes sob medida. Batizada em homenagem à expressão norte americanasomething blue, que se refere a algo essencial aos vestidos de noiva, a label possui duas coleções repletas de modelos únicos e bem trabalhados, que já foram desfiladas em grandes eventos por todo o território nacional. A proposta de levar o nome para o prêt-à-porter rendeu, além disso, uma coleção de lingerie feita à quatro mãos com a queridinha do mercado carioca Tulli, com modelos românticos feitos com os mesmos materiais utilizados nos vestidos.

Para um cenário futuro, a ideia é crescer por todo o país. O primeiro passo desse plano de expansão é São Paulo, a vitrine do mercado nacional, e onde Carol já atende há dois anos. E como já sugeria sua última coleção de modelos prontos, batizada de Pássaros, a intenção é alçar voos cada vez mais altos. E que vôos! A suntuosa casa que abriga as novas criações está localizada em uma das ruas mais badaladas da capital paulista, a Bela Cintra. A inauguração consagra, além disso, uma pequena mudança no posicionamento da marca, que passa a dispor também de modelos prontos e semi prontos vendidos por outros bens treinados estilistas da equipe, sempre sob supervisão rigorosa de Carol. É esse o motivo que, diferente do Rio, dá o nome de “loja” ao lugar, não Atelier. Já o termo “concept” é justificado pelas parcerias de diversos segmentos que vão compor uma experiência completa para as noivas.

Serviço:

www.instagram.com/carolhungriaoficial/

http://carolhungria.com.br/

São Paulo:

Rua Bela Cintra, 1677 – Consolação.

Rio de Janeiro:

Rua Visconde da Graça, 57 – Jardim Botânico

[email protected]

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